artspojul

 

Estarmos atentos aos comportamentos das nossas crianças no dia a dia é a melhor forma de sabermos se eles precisam da ajuda de um psicólogo! Todas as pessoas que contactam com a criança, pais, educadores, professores, amigos e outros familiares, podem perceber alguns comportamentos que indicam essa necessidade. Tristeza, prostração, apatia, perda de interesse, agressividade ou choro excessivo, por exemplo, podem ser sinais de que algo não está bem. Procurar a ajuda técnica nessa altura poderá fazer toda a diferença porque promoverá a recuperação no momento, mas, também, evitará problemas que no futuro poderão mostra-se mais gravosos, nomeadamente, problemas de humor ou comportamentais graves.

Esta ajuda integrará sempre a participação dos pais e, muitas vezes, também, da escola, uma vez que as estratégias utilizadas devem ser conjuntas.

  • Alguns indicadores de necessidade de ajuda psicológica
  • Mudança brusca ou repentina de comportamento: Em situações diversas, como por exemplo, na escola (antes a criança ia facilmente e agora chora e não quer ir), para ir dormir (recusa ir deitar, quer dormir com os pais), voltou a fazer chichi na cama, perdeu o apetite ou come exageradamente.
  • Dificuldades de aprendizagem: Todas as crianças têm o seu ritmo de aprendizagem e tal deve ser respeitado, contudo, deve-se estar atento a dificuldades ou condicionamentos na aprendizagem que se verifiquem ao longo do percurso escolar e que necessitem de diagnóstico e intervenção para poderem ser superados, sem causarem danos emocionais na criança e para que não comprometam o seu futuro académico (nomeadamente Dislexia ou Défices de Atenção).
  • Tristeza ou choro frequente e sem motivo aparente, ou que se arrasta no tempo: Se a criança, que habitualmente é alegre e brincalhona, tal como são a maioria das crianças, passa a chorar “sem motivo”, fica mais quieta e parece triste a maior parte do tempo, é um sinal de que alguma coisa se passa e é um alerta para procurar ajuda profissional.
  • Alterações alimentares: Caso a criança apresente durante algum tempo alterações significativas do seu padrão alimentar, nomeadamente, perda de apetite, recusa em comer, ou, pelo contrário, passar a comer compulsivamente, tal pode significar que existem alterações emocionais que requerem atenção e intervenção.
  • Ficar “doente” frequentemente: Se a criança passa a apresentar muitas vezes sintomas com dor de cabeça, dor de barriga, febre, ou outras manifestações e o médico não encontra causas físicas para estes sintomas, eles podem vir de aspetos emocionais, como ansiedade ou medo. Neste caso o apoio do Psicólogo mostra-se essencial.
  • Comportamentos agressivos: Quando a criança apresenta com frequência comportamentos de “birra”, de raiva e respostas agressivas, tanto verbal como fisicamente, torna-se necessário compreender a origem destes comportamentos, por forma a intervir e evitar que se instale um distúrbio psicológico mais grave.
  • Dificuldades de interação social: problemas de isolamento social, que vão além da timidez e que restringem de forma significativa a interação e a comunicação interpessoal, prejudicando o desenvolvimento sócio emocional saudável, devem ser alvo de intervenção psicológica.
  • Regredir em alguma fase do desenvolvimento: Por vezes, a criança regride no seu desenvolvimento em algum comportamento, devido a um acontecimento que os pais identificam, como por exemplo, o nascimento de um irmão, ou a perda de alguém próximo. Deve-se ficar atento, se esses comportamentos se mantêm para além da chamada de atenção e, caso não se resolvam com o maior acompanhamento ou atenção por parte dos pais, requerem a intervenção do Psicólogo.

 

A intervenção do Psicóloga com as crianças tem sempre um caráter lúdico, levando a criança a exprimir os seus pensamentos e emoções através das atividades, jogos e brincadeiras que faz nas sessões.

É muito importante o envolvimento e participação dos pais nas atividades propostas, quer em algumas sessões, quer em estratégias propostas pelo Psicólogo e que devem ser praticadas em casa, no dia a dia.

 

                                                                  Teresa Pisco

                                                                       SPO

Pin It