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Temos de partir do princípio que os maus resultados do aluno não são apenas culpa dele, mas sim, do próprio processo ensino-aprendizagem, envolvendo as condições, os professores, os pais e outros fatores que podem não ter sido detetados. É, por isso, que o castigo, por ser apenas centrado no aluno, não é, de todo, o método mais adequado e que trará melhores resultados. O ideal será sentar-se com os filhos e analisarem juntos as causas do baixo rendimento escolar durante o ano. Ensinar às crianças e aos jovens que os bons resultados só se obtêm se houver esforço e regularidade no trabalho.
Castigar apenas, não promoverá a mudança, nem melhorará a consciencialização das suas dificuldades.
A grande maioria dos maus resultados decorre de dificuldades de organização e de método de estudo e de trabalho, mas podem existir também dificuldades específicas de aprendizagem que não tenham sido detetadas. A análise conjunta entre alunos, pais e professores, será essencial para a mudança no ano seguinte.

É muito importante identificar a causa dos maus resultados para encontrar em conjunto as medidas ou soluções adequadas e ajustadas a cada caso. O castigo, como forma isolada de intervenção e sem ser acompanhada de ajuda e confiança, não vão levar a resultados positivos.
Os pais devem ajudar os filhos a identificar as suas dificuldades e a encontrarem as soluções em conjunto, comprometendo-se com o trabalho a fazer.

Vejamos algumas dicas para os pais:
1. Fale com a criança ou o jovem, para identificarem juntos as principais dificuldades escolares e encontrarem estratégias para as ultrapassarem;
2. Articule com o professor e outros técnicos da escola, como psicólogo escolar ou o professor de educação especial;
3. Elabore com a criança ou o jovem um plano para o próximo ano letivo, que inclua as possíveis mudanças de estratégia, nomeadamente, horário de estudo, articulação mais adequada entre as diversas atividades do aluno e formas mais adequadas de estudo;
4. Tracem juntos objetivos realistas para o próximo ano letivo e analisem que recursos são necessários para atingir esses resultados;
5. Procure e inclua os recursos que a escola oferece para rentabilizar os resultados do aluno;
6. Colabore de forma sistemática com os professores e leve o aluno a envolver-se nas atividades propostas pela escola;
7. Acompanhe, dentro das suas possibilidades, o estudo dos seus filhos, procurando motivá-los para a tarefa;
8. Elogie e reforce sempre os comportamentos adequados, valorizando as atitudes corretas;
9. Mostre aos seus filhos que acredita nas suas capacidades e que os ajudará sempre a atingirem os seus objetivos;
10. Transmita aos seus filhos que o trabalho e o esforço são a base dos bons resultados;
11. Procure premiar o esforço da criança ou do jovem com atividades lúdicas que sejam do seu agrado e que possam aumentar a sua motivação.

Resumindo:
Sabemos que o aluno não é o único motivo para o insucesso e que existem vários fatores que intervêm no processo de aprendizagem.
Não podemos interpretar todas as dificuldades como preguiça ou desmotivação, temos de procurar as razões e implementar as medidas e formas de intervenção adequadas, passando para o aluno uma mensagem de confiança para promover o seu envolvimento.
Teresa Pisco (SPO)

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